Podcast Play Pequeno Monge Agostiniano – Tema do XIII Domingo do Tempo Comum – Ano C

Liturgia da Palavra

1º Reis 19, 16-21
Salmos 16(15), 1-2. 5. 7-8. 9-10. 11
Gálatas 5, 1. 13-18
Lucas 9, 51-62




O evangelho de hoje dá início ao caminho de Jesus: da Galileia para Jerusalém. Jesus toma a firme decisão de dirigir-se ao centro do Judaísmo, Jerusalém, e o Templo para ali fazer seu anúncio libertador.

Esta "subida" que ocupa 10 capítulos no evangelho de Lucas, não trata de uma dimensão geográfica, mas teológica: Jesus caminha decididamente para o cumprimento de sua missão.

Só compreendendo esta urgência que Jesus sente de viver fielmente sua missão, ciente de que isso colocava em risco sua vida, podemos ler as exigências colocadas para os que querem segui-Lo.

Se esquecermos disto, podemos ficar com a impressão errônea de certa dureza de Jesus em relação aos que querem segui-Lo.

Jesus não quer enganar os seus seguidores, quer deixar claro que segui-Lo implica partilhar sua vida, sua missão e sua sorte!

Os/as discípulos/as devem estas cientes da dificuldade deste seguimento, e dos compromissos que se assumem com esta decisão.

Lucas sempre presenta Jesus como peregrino, itinerante, por isso o surgimento destes novos seguidores de Jesus se dá enquanto caminham: "Enquanto iam andando, alguém no caminho disse a Jesus: «Eu te seguirei para onde quer que vá»".

São seguidores/as de Jesus aqueles que caminham com Ele pelas estradas da vida, com olhos e coração abertos ao mundo, aos seus desafios, interrogantes, e não precisamente os que permanecem dentro do templo, com as portas fechadas ao que acontece ao redor.

Para aqueles/as que se sentem atraídos a abraçar seu estilo de vida e missão, três são as exigências que o Mestre coloca:

• "As raposas têm tocas, e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça". Assim como Jesus, o discípulo/a tem que estar disposto a ter uma vida itinerante, a viver sem segurança nenhuma.
• "Deixe que os mortos sepultem seus próprios mortos; mas você, vá anunciar o Reino de Deus". A urgência do serviço ao Reino leva a deixar para trás tudo o que seja escravidão ou morte, a nível pessoal e social.
• "Quem põe a mão no arado e olha para trás não serve para o Reino de Deus". O seguimento é sério e comprometido, porque a causa do Evangelho assim o impõe. O que se tem entre mãos é a construção de um mundo novo onde reine justiça e igualdade entre os seres humanos.

Jesus coloca estas exigências, ciente de que seus seguidores/as não são super-homens, nem super-mulheres. Conhece suas fraquezas, assim como a capacidade que cada um/a tem para amar como Ele.


Mas, sobretudo, Ele sabe por experiência que o Pai sustenta a cada um/a com seu amor, e nunca os abandona. Por isso, o mesmo evangelista Lucas coloca na boca de Jesus este encorajamento aos seus seguidores: "Não tenha medo, pequeno rebanho, porque o Pai de vocês tem prazer em dar-lhes o Reino" (Lc 12, 32).