Podcast Play Pequeno Monge Agostiniano – Tema do 3º Domingo do Advento – Ano C

Liturgia da Palavra:


Sofonias 3, 14-18 
Isaías 12, 2-6 
Filipenses 4, 4-7 
Lucas 3, 10-18


O tema deste 3º Domingo do Advento pode girar à volta da pergunta: “e nós, que devemos fazer?” Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.
O Evangelho sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “batizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.
Hoje estamos no Terceiro Domingo do Advento, também chamado o domingo da alegria.

É um tempo de alegria porque vamos aproximando-nos do Natal. Na carta aos Filipenses que é lida na segunda leitura (Fl 4, 4-7) somos convidados a viver na alegria.

Mas como isso é possível hoje no nosso mundo, com tantas informações e preocupações que estão em nós e também ao nosso redor?

Como ficar alegres com a dor dos refugiados, os países em guerra continua, as diferenças sociais e a continua injustiça que nos rodeia? Perguntamo-nos: que devemos fazer para que isso seja possível na nossa vida e no nosso mundo?

O evangelho de hoje oferece-nos uma resposta.

Nessa resposta aparecem três caminhos diferentes que estão diretamente vinculados com as pessoas a quem se dirige a proposta realizada por João Batista.

Num primeiro momento a resposta é dirigida às multidões. É o povo simples, o mesmo que nos evangelhos segue Jesus e fica admirado pelos seus milagres, as curas que ele realiza, a multiplicação do pão e também o continuo confronto com os que se achavam donos da fé.

“Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!”.

O povo é convidado a partilhar com as pessoas que não têm! Qual é hoje essa multidão que para reconhecer a presença do Messias é convidado a partilhar sua vida?

O Papa Francisco na sua viajem aos Estados Unidos no seu discurso na ONU pede evitar "o nominalismo declaracionista", isto é, não basta fazer compromissos. O mundo "exige de todos os governantes uma vontade efetiva, prática, constante, de passos concretos e medidas imediatas" para preservar o ambiente natural e vencer o fenômeno da exclusão social e econômica.

Aos pobres, diz o papa, deve ser permitido que "seja atores do seu próprio destino", assegurando-lhes casa, trabalho, terra e "liberdade de espírito, que compreende a liberdade religiosa, o direito à educação e todos os outros direitos civis".
Neste dia podemos deixar que ecoe esta resposta de Jesus "quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem e quem tiver comida faça o mesmo". Este é o caminho que João Batista oferece-nos para prepararmos para a chegada do Messias.

Nas semanas prévias ao Natal o consumismo é acrescentado para que preparem grandes jantas, que em geral são para nossa família. Somos tentados a investir nosso dinheiro e comprar presentes que em geral são para os/as achegados/as. Poucas vezes acha oportunidades para "quem não tem" ou fica fora do nosso âmbito pessoal.

O apelo de João Batista é pela partilha. Só assim é possível viver numa alegria para todos.

Também foram para serem batizados por João os cobradores de impostos e fizeram a mesma pergunta: "Mestre, o que devemos fazer?”.

E Jesus oferece uma resposta muito clara e segundo sua realidade: "Não cobrem nada além da taxa estabelecida.”.

Unicamente num mundo de igualdade e de justiça é possível viver numa alegria profunda e sincera.

A terceira resposta é dirigida aos soldados: “Não maltratem ninguém; não façam acusações falsas e fiquem contentes com o salário de vocês”.

Os soldados eram aqueles que acompanhavam os cobradores de impostos e faziam uso de seu poder para roubar o povo.

João condena o abuso de poder, a dominação pelo medo ou mentira. Não são caminhos que acolhem o projeto do Messias.

Por isso, ele exorta a deixá-los, e sua voz chega até nós hoje, questionando nossas relações. São de poder ou de serviço?

Estando perto do Natal, deixemo-nos converter pelo evangelho. Será o melhor presépio que poderemos oferecer a Jesus!



PopAds.net - The Best Popunder Adnetwork